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HABACUC int

Introdução

Habacuc exerce a sua missão numa época de crise, nos finais do século VII a.C. Os neo-babilónios tinham-se apoderado do império assírio, e dessa forma os hebreus ficaram sob o domínio da Babilónia. A opressão não era menor do que a que experimentaram debaixo do jugo dos assírios. Acontecia também que as dificuldades internas no reino de Judá eram muito graves. O profeta medita nesta situação e interroga-se sobre o futuro do seu povo e Deus faz-lhe ver que não é difícil compreender para quem se mantém fiel.

Os dois primeiros capítulos contêm as perguntas do profeta e a resposta de Deus, que se resume fundamentalmente nisto: Deus age com justiça. Ele domina o mar, a terra e as nações, e há de socorrer e salvar o seu povo. A fidelidade do justo ao seu Deus não o deixará sucumbir, porque o justo tem fé em Deus e viverá, frase que será retomada em Romanos 1,17, Gálatas 3,11 e Hebreus em 10,38. Em Deus, o justo pode alegrar-se, mesmo no meio das piores dificuldades, catástrofes, saques e miséria. A oração final do profeta, sobretudo o seu epílogo (3,17–19) é uma poderosa e das mais conhecidas declarações de confiança no Senhor, na sua força e no seu livramento.

Este livro pode sintetizar-se no seguinte plano:

— Clamor do profeta a Deus: 1,1–4.

— Resposta de Deus: 1,5–11.

— Novo clamor do profeta: 1,12—2,1.

— Nova resposta: 2,2–6.

— Maldição dos opressores: 2,6–20.

— Oração de Habacuc: 3,1–19.

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